Madalena, Pico: A Porta de Entrada da Ilha pelo Ferry
Pico — a montanha, as baleias e as vinhas UNESCO

Madalena, Pico: A Porta de Entrada da Ilha pelo Ferry

Madalena é o porto de ferry do Pico para o Faial e a base mais comum: lava negra no Cachorro, aluguer de carro e fácil acesso pela ilha.

Factos rápidos

Ferry desde a Horta (Faial)
Cerca de 30 minutos, várias vezes por dia, todo o ano
Orçamento diário
€70–€120 por pessoa
Melhor época
Junho a setembro
Estadia sugerida
1–2 noites
Ideal para
Viajantes que fazem ilha em ilha entre o Faial e o Pico, Quem aluga um carro para explorar o Pico de forma independente, Fotógrafos atraídos por costas de lava negra, Paragens curtas antes ou depois da Montanha do Pico
Melhor altura para visitar
Junho a setembro, quando as travessias de ferry são mais frequentes e a época de observação de baleias está no seu auge
Dias necessários
1–2 dias
Resposta rápida

Pelo que é conhecida a Madalena, no Pico?

A Madalena é o principal porto de ferry da ilha do Pico, ligado à Horta, no Faial, por uma travessia de cerca de 30 minutos que funciona todo o ano. É também a base mais comum para alugar um carro e explorar o Pico, e fica junto ao Cachorro, um troço de rocha vulcânica negra na costa a norte da vila.

Para a maioria dos visitantes, a ilha do Pico começa não num trilho ou numa vinha, mas num pequeno terminal de ferries na Madalena, a ver a Caldeira do Faial e a marina da Horta encolherem ao longe atrás de um rasto de espuma de 30 minutos. A Madalena é onde se resolve a parte prática de visitar o Pico: onde o ferry vindo do Faial de facto atraca, onde a maioria dos visitantes levanta o carro alugado, e onde a costa de lava negra do Cachorro fica próxima o suficiente para se ir a pé desde o hotel. Não é o destino mais dramático da ilha, e não tenta sê-lo — a sua função é logística, e desempenha-a bem.

Por que a Madalena importa: a travessia Faial-Pico

A identidade da Madalena está inteiramente ligada a um curto trecho de mar aberto. O ferry da Atlânticoline que liga a Madalena à Horta, no Faial, demora cerca de 30 minutos e, ao contrário de grande parte da rede inter-ilhas dos Açores, funciona todo o ano, várias vezes por dia. Junto com o trajeto para São Jorge, esta rota forma aquilo a que os locais chamam o “Triângulo” — Pico, Faial e São Jorge — a única parte do grupo central onde se pode planear uma travessia de ferry em novembro com tanta confiança como em julho.

Essa fiabilidade importa mais do que possa parecer. No resto do arquipélago, o transporte inter-ilhas é sazonal ou depende do tempo: a rede de ferries mais alargada do grupo central só funciona de junho a setembro, e o grupo ocidental, com as Flores e o Corvo, é notoriamente frágil, com serviços que podem parar durante dias fora do verão. A ligação Madalena-Horta é a exceção, não a regra, e vale a pena construir um itinerário à sua volta precisamente por ser fiável.

Se está a ponderar como organizar uma estadia Faial-Pico, vale a pena ler sobre a mecânica da própria travessia antes de reservar alojamento em qualquer um dos lados — veja o nosso guia dedicado aos ferries inter-ilhas nos Açores e, para uma visita mais curta, o argumento a favor de a tratar como uma excursão de um dia Pico-Faial de ferry em vez de uma pernoita.

Como a travessia é curta e frequente, alguns visitantes tratam a Madalena como uma base para uma excursão de um dia a partir da Horta, em vez de um lugar para dormir. Ambas as abordagens funcionam. O que não funciona bem é assumir que se pode improvisar em tardes de agosto no pico da época sem verificar um horário — as viagens enchem-se tanto de veículos como de passageiros a pé, e se estiver a levar um carro alugado consigo (a maioria dos visitantes não o faz; alugar separadamente em cada ilha é mais simples e mais barato), o espaço é limitado.

Cachorro: lava negra à porta da Madalena

Caminhe alguns minutos para norte a partir do terminal de ferries e a costa transforma-se dramaticamente em negro. O Cachorro é um patamar de rocha vulcânica escura e recortada, trabalhada em formas estranhas por séculos de ondulação atlântica — arcos, canais e piscinas rasas talhadas diretamente em antigos fluxos de lava. É uma das paisagens costeiras mais marcantes a que se pode chegar a pé nos Açores, e não custa nada visitar.

O Cachorro não é uma praia no sentido convencional — há pouca areia, e a rocha é irregular e pode ficar escorregadia com o borrifo do mar, pelo que este é um local para caminhar com cuidado e para fotografia, mais do que para banhos de sol despreocupados. A luz do final da tarde realça especialmente bem a textura da lava, e a maré baixa expõe mais piscinas e canais. É uma introdução adequada ao carácter vulcânico do Pico antes de avançar para o interior da ilha, onde a mesma rocha de lava reaparece nos muros baixos que delimitam as parcelas vitícolas em torno da Criação Velha.

Se o Cachorro despertar curiosidade sobre como o vulcanismo da ilha moldou tudo, desde o vinho até à montanha, esse fio conduz-nos até à própria Montanha do Pico e ao nosso olhar mais amplo sobre vulcões e crateras dos Açores.

A Madalena como base — e os seus limites

O verdadeiro valor da Madalena para um visitante está em ser um centro logístico, não uma atração de destaque. Tem pensões, pequenos hotéis e restaurantes suficientes para funcionar confortavelmente como base para uma ou duas noites, situa-se numa posição razoavelmente central em relação à rede viária do Pico, e é o local mais direto para levantar um carro alugado na ilha. Daqui, a viagem até à paisagem vitícola em torno da Criação Velha demora apenas alguns minutos, e a estrada para São Roque do Pico — que conduz ao ponto de acesso da Montanha do Pico — é um trajeto curto e gerível, e não uma travessia da ilha de ponta a ponta.

Vale a pena afirmar isto com clareza, porque é o equívoco mais comum que os visitantes fazem sobre esta vila: o trilho e o centro de registo para a subida à Montanha do Pico não ficam na Madalena. A Casa da Montanha, onde a ascensão é reservada, acompanhada e equipada com um dispositivo GPS obrigatório, fica mais à frente na estrada em direção a São Roque do Pico, fora de ambas as vilas.

Ficar na Madalena na noite anterior a uma tentativa de chegar ao cume é sensato — mas reserve tempo pela manhã para conduzir até ao verdadeiro ponto de partida, em vez de assumir que pode ir a pé desde o hotel. Para todos os detalhes sobre autorizações, escalões de preço e a própria montanha, veja o nosso guia para subir a Montanha do Pico; esta página termina deliberadamente na vila, não no cume.

O mesmo se aplica a duas outras atrações de destaque do Pico. A paisagem vitícola dos currais, classificada pela UNESCO, com as suas parcelas de muros de pedra de lava na Criação Velha e em Santa Luzia, fica a uma curta viagem da Madalena, mas é coberta em detalhe no nosso guia dedicado ao vinho do Pico e às vinhas classificadas pela UNESCO — a Madalena é a sua base logística para a visitar, não a paisagem em si.

E o histórico porto baleeiro do Pico, Lajes do Pico, na costa sul da ilha, é um destino separado, com a sua própria história marítima e a sua própria concentração de partidas de observação de baleias; fica a cerca de 30-40 minutos de carro da Madalena, e não a uma distância a pé.

Para onde vai a partir da MadalenaTempo aproximado de viagem
Criação Velha (currais vitícolas)5–10 minutos
São Roque do Pico / Casa da Montanha20–25 minutos
Lajes do Pico30–40 minutos
CachorroA pé

Deslocar-se a partir da Madalena

Como o Pico não tem uma rede de transportes públicos de ilha inteira em que valha a pena confiar, a maioria dos visitantes que se instala na Madalena aluga logo ali um carro, seja no terminal de ferries, seja na vila. Isto é praticamente essencial se planear ver mais do que o Cachorro a pé: a paisagem vitícola, a estrada da montanha e Lajes do Pico ficam todos a uma distância que exige carro, e os autocarros entre povoações são, na melhor das hipóteses, pouco frequentes.

O nosso guia geral sobre aluguer de carro nos Açores explica o que esperar ilha a ilha, e vale a pena folhear conduzir nos Açores antes de partir — as estradas do Pico são, em geral, boas, mas podem ficar estreitas e junto a arribas a caminho de locais costeiros mais remotos, do tipo fajã, e o nevoeiro pode descer rapidamente em altitude.

Se preferir não conduzir por conta própria, os passeios guiados com base no Pico ou que passam pela ilha são uma alternativa prática, e vários partem da zona da Madalena ou passam por ela como parte de um circuito mais amplo pela ilha.

um tour guiado de dia inteiro pelos principais pontos do Pico, desde a costa vulcânica até à paisagem vitícola é uma forma direta de percorrer a ilha sem alugar carro, e normalmente inclui paragens que a maioria dos visitantes independentes teria de organizar por conta própria.

Para uma alternativa mais ativa, um tour de jipe 4x4 de dia inteiro pelo Pico chega a alguns dos trilhos e miradouros mais difíceis para um carro alugado normal, enquanto uma aventura de buggy pelo terreno de lava do Pico percorre um terreno semelhante com um toque mais desportivo.

Observação de baleias perto da Madalena

A história baleeira do Pico e a sua moderna indústria de observação de baleias concentram-se mais a sul, em torno das Lajes do Pico, onde as antigas vigias outrora guiavam os barcos baleeiros e agora guiam os barcos de observação em direção a cachalotes e golfinhos. Essa história mais completa pertence às Lajes, não à Madalena — mas os operadores que cobrem as águas do Pico, incluindo barcos e pontos de embarque perto da Madalena, realizam excursões de observação de baleias e golfinhos que podem ser reservadas como complemento de meio dia a uma estadia aqui.

um passeio de barco que percorre as águas da era baleeira do Pico alia a história a uma oportunidade de avistar cetáceos nas mesmas águas onde outrora trabalhavam as tripulações baleeiras, sem prometer um avistamento garantido — nenhum operador nos Açores pode honestamente prometer isso, sejam quais forem as probabilidades anunciadas.

Os cachalotes são residentes e aparecem na maioria dos meses; os rorquais de maior porte passam sobretudo na primavera. Se a observação de baleias for o principal motivo da sua estadia no Pico, e não um passeio secundário a partir da Madalena, vale a pena ler o nosso guia mais amplo sobre observação de baleias nos Açores e considerar uma base mais próxima de Lajes do Pico.

Para uma visão mais alargada do que o Pico oferece para além do seu porto de ferry, um tour guiado que cobre os pontos essenciais da ilha do Pico é uma reserva única razoável para visitantes com apenas um ou dois dias, que querem os pontos altos sem planear eles próprios um percurso completo de condução.

Notas práticas para chegar de ferry

Há algumas coisas que vale a pena saber antes da travessia. As viagens entre a Horta e a Madalena são frequentes, mas não infinitas — verifique o horário da Atlânticoline para o dia e a época em que viaja, em vez de assumir um serviço de hora a hora, sobretudo fora dos meses de pico do verão. Os passageiros a pé raramente têm dificuldade em encontrar lugar; os viajantes que levam um veículo devem reservar com antecedência em julho e agosto. A travessia em si é suficientemente curta para que o enjoo raramente seja um problema, mesmo com ondulação moderada, embora o Atlântico aberto entre as ilhas ainda possa ter algum movimento num dia de vento forte.

À chegada, o terminal de ferries da Madalena fica a uma distância fácil a pé do centro da vila, das pensões e do próprio Cachorro, pelo que um visitante de primeira vez sem carro alugado reservado com antecedência não fica isolado — ainda que levantar um carro antes de precisar de seguir para a estrada da montanha ou para a Criação Velha poupe uma manhã perdida.

Se a sua viagem incluir tanto o Faial como o Pico, vale a pena planear a travessia como parte de um percurso coerente, e não como uma ideia de última hora: o nosso itinerário de 5 dias no Pico e no Faial constrói uma ordem sensata precisamente em torno desta ligação de ferry, e marina da Horta e Peter Café Sport cobre o que fazer do lado do Faial antes ou depois de navegar.

Para viajantes que ponderam acrescentar uma opção privada à sua estadia no Pico, um tour privado à Ilha do Pico permite um percurso personalizado a partir da Madalena — útil para quem tem pouco tempo e quer priorizar, digamos, as vinhas em vez da estrada da montanha, ou vice-versa, sem seguir um itinerário fixo em grupo.

Perguntas frequentes sobre a Madalena, Pico

Quanto tempo demora o ferry da Horta para a Madalena?

A travessia da Atlânticoline entre a Horta, no Faial, e a Madalena, no Pico, demora cerca de 30 minutos e funciona várias vezes por dia, todo o ano. É a ligação inter-ilhas mais fiável dos Açores, a par do resto do “Triângulo” Pico-Faial-São Jorge.

A Madalena é o ponto de partida para subir a Montanha do Pico?

Não. O trilho e o centro de registo da Casa da Montanha, para a subida à Montanha do Pico, ficam mais à frente na estrada em direção a São Roque do Pico, e não na própria Madalena. A Madalena é uma base conveniente para dormir e alugar um carro, mas é sempre preciso conduzir até ao ponto de acesso à montanha.

Pelo que é conhecido o Cachorro, na Madalena?

O Cachorro é um troço de rocha vulcânica negra e irregular, mesmo na frente-mar da Madalena, moldado por erupções passadas e trabalhado constantemente pela ondulação atlântica. Fica a poucos minutos a pé do terminal de ferries e é um local popular ao pôr do sol e para fotografia, com piscinas naturais talhadas na rocha.

Devo ficar na Madalena ou nas Lajes do Pico?

A Madalena convém a viajantes que priorizam a ligação de ferry ao Faial, o levantamento de carros alugados e o acesso central à estrada da Montanha do Pico e aos currais vitícolas. As Lajes do Pico, na costa sul da ilha, estão melhor posicionadas para a sua herança baleeira e para as partidas ligadas a essa tradição.

Posso alugar um carro na Madalena?

Sim, a Madalena é um dos principais pontos de levantamento de carros alugados no Pico, e um carro alugado é praticamente essencial para chegar às vinhas, à estrada de acesso à montanha e às povoações costeiras junto às fajãs, já que o transporte público entre localidades é limitado.

O ferry Faial-Pico funciona todo o ano?

Sim. Ao contrário da rede mais alargada de ferries inter-ilhas, que liga o resto do grupo central apenas de junho a setembro, a curta travessia Madalena-Horta funciona ao longo de todo o ano, várias vezes por dia.

Que mais há para fazer perto da Madalena além do ferry?

A uma curta distância da Madalena pode percorrer-se a costa de lava negra do Cachorro, visitar os currais vitícolas de paredes de lava em torno da Criação Velha, ou seguir para São Roque do Pico em direção ao trilho da Montanha do Pico. Passeios de barco, tours de jipe e excursões de observação de baleias na ilha também são frequentemente reservados através de operadores sediados na Madalena ou perto dela.

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