Nove Ilhas, Uma Frase Cada
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Nove Ilhas, Uma Frase Cada

Nove ilhas, nove ambientes muito diferentes

A primeira vez que me disseram que os Açores tinham nove ilhas, acenei com a cabeça como quem já sabia, e depois passei um número embaraçoso de minutos a tentar nomear mais do que três. São Miguel, obviamente. Depois… nada, por um bom bocado. Acho que essa confusão é, na verdade, a reação mais comum a este arquipélago, e é exatamente por isso que quis escrever isto da forma mais simples possível: nove ilhas, uma frase cada, sem aprofundar, apenas um primeiro mapa.

Porque eis o que me surpreendeu depois de ter estado em algumas delas: não parecem nove versões da mesma ilha. Parecem nove países diferentes que por acaso partilham uma moeda e um horário de ferries. Por isso, antes de abrir um guia que lhe diga qual escolher, ou como combinar várias, leia isto como o trailer. Nada aqui é a história completa — é apenas a frase que, para mim, resume cada ilha.

Cada ilha, resumida numa frase

São Miguel — o chá e a caldeira. Esta é a ilha que a maioria das pessoas tem em mente quando diz “os Açores” sem pensar duas vezes, e é também aquela em que esse hábito causa confusões, porque grande parte do que torna São Miguel famosa só existe aqui, e não nas outras oito. O chá é real: a Gorreana é a plantação de chá mais antiga da Europa ainda em funcionamento, e fica em São Miguel, em mais lado nenhum. A caldeira são as Sete Cidades, duas lagoas gémeas dentro de uma antiga caldeira vulcânica que se pode observar do alto da estrada que a rodeia. Junte-se o vale termal das Furnas, com o seu cozido cozinhado durante horas debaixo da terra, e temos uma ilha capaz de preencher uma semana inteira sozinha.

Passei aqui uma manhã num barco à procura de baleias e golfinhos, e as águas ao largo de Ponta Delgada são onde acaba a primeira fotografia açoriana da maioria das pessoas — uma manhã no mar à procura de baleias e golfinhos é uma boa forma de começar. Também percorri a zona antiga de Ponta Delgada com fome, e um passeio gastronómico a pé pelos mercados e cafés de Ponta Delgada acabou por ser um uso melhor desse apetite do que adivinhar as ementas.

Se as plantações de chá e a caldeira o atraíram para esta viagem, o guia completo de São Miguel, o artigo sobre a plantação da Gorreana e o guia da caldeira das Sete Cidades vão muito mais além do que uma frase.

Santa Maria — a irmã soalheira e mais antiga. Geologicamente a ilha mais antiga e a mais meridional, Santa Maria tem um clima mais seco do que o resto do arquipélago e fileiras de casas pintadas de amarelo a condizer. É também onde o navio de Cristóvão Colombo aportou, na baía dos Anjos, em fevereiro de 1493, no regresso da sua primeira travessia do Atlântico — uma nota de rodapé que a maioria dos visitantes dos Açores nunca chega a ouvir. A página de destino de Santa Maria aborda com mais detalhe a praia de Praia Formosa e os campos avermelhados do Barreiro da Faneca.

Terceira — a cidade portuária Património da UNESCO. Angra do Heroísmo, o centro histórico da Terceira, é Património Mundial da UNESCO desde 1983, herança de séculos como porto de escala entre a Europa, a África e as Américas. Junte-se o tubo de lava do Algar do Carvão, videiras plantadas diretamente na rocha vulcânica negra nos Biscoitos, e um calendário de verão construído em torno das festividades do Espírito Santo e das touradas a corda — touros soltos por ruas de aldeias presos a uma corda longa.

O guia de destino da Terceira e o guia dedicado a Angra do Heroísmo Património da UNESCO são o passo seguinte se isto lhe despertou o interesse.

Graciosa — a gruta de enxofre e o silêncio. A menor ilha do grupo central, e reserva da biosfera da UNESCO, a característica principal da Graciosa está debaixo da terra: a Furna do Enxofre, a maior gruta vulcânica da Europa, com um lago e fumarolas de enxofre sob a sua caldeira. Moinhos brancos acima de Santa Cruz da Graciosa completam o quadro. É também, tanto quanto consegui apurar, a única ilha deste arquipélago sem nada reservável online na GetYourGuide — o que diz algo sobre o quão afastada está do circuito principal. A página de destino da Graciosa tem os detalhes práticos para lá chegar.

São Jorge — as fajãs. Uma ilha longa e estreita definida por cerca de quarenta fajãs, plataformas planas de terra criadas por fluxos de lava ou deslizamentos de terra que encontram o mar, cada uma o seu próprio pequeno mundo. A Fajã da Caldeira de Santo Cristo tem uma lagoa conhecida pelas suas amêijoas; a Fajã dos Vimes é outra das favoritas. É também aqui que se produz o queijo de São Jorge, um queijo de leite cru com denominação de origem protegida. O guia de destino de São Jorge é onde as fajãs recebem o espaço que merecem.

Pico — a montanha. Consegue-se ver o cone vulcânico do Pico a partir de três ilhas vizinhas num dia limpo, e a própria montanha, com 2.351 m, é o ponto mais alto de Portugal — apesar de estar no meio do Atlântico. Subi-la implica inscrição prévia na Casa da Montanha e o transporte de um dispositivo GPS, não basta aparecer com botas. Mais abaixo, a paisagem vinícola do Pico, Património da UNESCO, é uma grelha de pequenas parcelas delimitadas por muros de pedra chamadas currais, que protegem as vinhas do vento salgado desde o século XV. A página de destino do Pico e o guia de ascensão à Montanha do Pico cobrem a logística que aqui apenas fui roçando.

Faial — o porto dos marinheiros. A marina da Horta é uma tradição em si mesma: gerações de marinheiros pintaram os nomes e brasões dos seus barcos nas paredes do porto antes de continuarem a travessia do Atlântico, e o Peter Café Sport ali perto serve-lhes as bebidas há tanto tempo quanto isso. O outro marco do Faial é mais recente e mais austero — o vulcão dos Capelinhos, nascido de uma erupção submarina em 1957–58, deixou uma costa esticada e lunar difícil de fotografar mal. O guia de destino do Faial e o guia do vulcão dos Capelinhos preenchem o que uma frase deixa de fora.

Flores — cascatas e lagoas de cratera. Fiel ao seu nome, a Flores é suave onde o Pico é dramático: lagoas de cratera como a Lagoa Funda e a Lagoa Comprida, cascatas a cair diretamente de falésias verdes, e uma classificação de reserva da biosfera da UNESCO a condizer com a Graciosa e o Corvo. A página de destino das Flores é a leitura mais aprofundada.

Corvo — a ilha mais silenciosa de todas. A menor ilha habitada dos Açores, o Corvo é dominado por uma única cratera, o Caldeirão, e por quão pouco mais existe — sem multidões, ligações de voos e ferries reduzidas, e um estatuto de reserva da biosfera que combina com uma ilha tão intocada. Se a Graciosa já parecia silenciosa no papel, o Corvo é ainda mais silencioso na prática, ou pelo menos é o que me dizem todos os que lá chegaram antes de o tempo os obrigar a voltar. O guia de destino do Corvo é honesto sobre quão frágil é a logística.

Para onde ir a partir desta lista

Se um ou dois destes resumos o atraíram mais do que os outros, esse é precisamente o objetivo deste artigo — é para ser um ponto de partida, não uma decisão. Descobrir qual ilha se ajusta realmente à sua viagem, às suas datas e à sua paciência para ferries é uma conversa mais longa, e está no guia para escolher qual ilha dos Açores visitar. Se já está indeciso entre fixar-se numa ilha ou combinar várias, esse dilema tem o seu próprio tratamento completo em uma ilha versus percorrer várias ilhas. Deixo os dois para quando estiver pronto para ir além do resumo.

Perguntas rápidas sobre as nove ilhas dos Açores

Quantas ilhas têm os Açores, e como se agrupam?

Nove. Dividem-se em três grupos: o grupo oriental (São Miguel, Santa Maria), o grupo central (Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico, Faial) e o grupo ocidental (Flores, Corvo).

Qual é a maior ilha dos Açores e a que a maioria visita primeiro?

São Miguel. É a maior ilha, tem a capital regional, Ponta Delgada, e o aeroporto mais movimentado do arquipélago, por isso é onde a maioria das primeiras viagens aos Açores começa.

Qual ilha tem a montanha mais alta de Portugal?

O Pico. A Montanha do Pico atinge os 2.351 m, e a sua ascensão exige inscrição prévia e o levantamento de um dispositivo GPS na Casa da Montanha.

Qual ilha é conhecida pelas fajãs?

São Jorge. Tem cerca de quarenta destas plataformas costeiras planas formadas por antigos fluxos de lava ou deslizamentos de terra, e é também onde se produz o queijo de São Jorge.

A Graciosa e o Corvo são difíceis de alcançar?

São as duas ilhas mais isoladas do arquipélago. A Graciosa e o Corvo têm os horários de voos e ferries mais reduzidos do arquipélago, e o Corvo, em particular, pode ficar isolado durante dias quando o mar piora.

Que ilha visitou Cristóvão Colombo?

Santa Maria. O seu navio fez escala na baía dos Anjos em fevereiro de 1493, no regresso da sua primeira viagem às Américas.

As nove ilhas têm todas passeios reserváveis online?

Não. A Graciosa, até ao momento em que este texto foi escrito, não tem atividades listadas na GetYourGuide, ao contrário de ilhas mais visitadas como São Miguel, Terceira ou o Pico.

Este é o guia de que preciso para decidir qual ilha visitar?

Não exatamente — este artigo é apenas o resumo introdutório das nove ilhas. Para escolher uma ilha que se ajuste à sua viagem, ou para decidir entre uma só base ou percorrer várias ilhas, esses são guias separados e mais detalhados.

Essenciais para o planeamento da viagem na GetYourGuide

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A GetYourGuide não fornece uma fotografia do produto para esta atividade — a imagem mostra o ponto de encontro, fotografado por nós.